{"id":1101,"date":"2023-10-30T20:25:32","date_gmt":"2023-10-30T20:25:32","guid":{"rendered":"https:\/\/rnmcadvocacia.com\/?p=1101"},"modified":"2025-10-06T16:20:47","modified_gmt":"2025-10-06T16:20:47","slug":"nacionalidade-portuguesa-requisitos-processos-e-dicas-uteis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rnmcadvocacia.com\/en\/nacionalidade-portuguesa-requisitos-processos-e-dicas-uteis\/","title":{"rendered":"Nacionalidade Portuguesa: Requisitos, Processos e Dicas \u00dateis"},"content":{"rendered":"<p>Nos termos da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa, t\u00eam a nacionalidade portuguesa todos cidad\u00e3os que como tal sejam considerados pela lei ou por conven\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A nacionalidade portuguesa poder\u00e1 ser origin\u00e1ria, que adv\u00e9m de la\u00e7os consangu\u00edneos, ou derivada, onde o cidad\u00e3o adquire a nacionalidade, sem ter ascendente portugu\u00eas, mas por efeito de sua vontade, como \u00e9 o caso dos residentes de forma regular em territ\u00f3rio portugu\u00eas por mais de 5 anos, os estrangeiros casados ou unidos de facto com nacional portugu\u00eas h\u00e1 mais de 3 anos ou das crian\u00e7as e jovens que venham a ser adotadas por nacional portugu\u00eas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>No que diz respeito \u00e0 nacionalidade origin\u00e1ria, a Lei n.\u00ba 37\/81, de 03 de Outubro, chamada de \u201cLei da Nacionalidade\u201d, disp\u00f5e que ser\u00e3o portugueses os nascidos em Portugal, os filhos de portugueses, independentemente de onde tenham nascido; os netos de portugu\u00eas, mesmo que o nacional j\u00e1 tenha falecido.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Importa salientar que apenas nascer em territ\u00f3rio portugu\u00eas n\u00e3o \u00e9 suficiente para que se tenha direito \u00e0 nacionalidade portuguesa origin\u00e1ria.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>No caso dos filhos de estrangeiros, por exemplo, caso os pais n\u00e3o tenham a resid\u00eancia regularizada, \u00e9 preciso que, \u00e0 data do nascimento da crian\u00e7a, estejam a residir em Portugal h\u00e1 mais de um ano. Por outro lado, aos filhos de estrangeiros que tenham resid\u00eancia regularizada \u00e9 concedido o direito \u00e0 atribui\u00e7\u00e3o da nacionalidade, independentemente do tempo de resid\u00eancia dos pais em territ\u00f3rio portugu\u00eas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Contudo, em qualquer das hip\u00f3teses, caso um dos progenitores esteja a viver em territ\u00f3rio portugu\u00eas a servi\u00e7o do seu pa\u00eds de origem \u00e0 data do nascimento, a crian\u00e7a n\u00e3o mais ser\u00e1 considerada portuguesa origin\u00e1ria.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A Lei da Nacionalidade Portuguesa valorizava muito o crit\u00e9rio <em>jus sanguinis<\/em>, considerando que o la\u00e7o sangu\u00edneo era o fator mais importante, ainda que os filhos e netos de portugueses n\u00e3o tenham nascido e\/ou vivido em Portugal.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Por base neste crit\u00e9rio, o filho de nacional portugu\u00eas poder\u00e1 requerer a atribui\u00e7\u00e3o da sua nacionalidade, atrav\u00e9s da declara\u00e7\u00e3o prestada pelos pais se tiver idade inferior a dezoito anos, ou requer\u00ea-la diretamente a partir da maioridade. Tamb\u00e9m com base neste crit\u00e9rio os netos de portugueses podem pedir a atribui\u00e7\u00e3o da sua nacionalidade, mesmo que o av\u00f4 ou av\u00f3 n\u00e3o estejam mais vivos, passando a ser cidad\u00e3os portugueses.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>No entanto, a nacionalidade portuguesa com base em la\u00e7os sangu\u00edneos n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico crit\u00e9rio previsto pela legisla\u00e7\u00e3o. O crescente fluxo migrat\u00f3rio para Portugal e a redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de forma constante, traz uma s\u00e9rie de reflexos, como n\u00e3o poderia deixar de ser. Assim, a legisla\u00e7\u00e3o adaptou-se aos novos tempos e passou a prever que os migrantes que o pa\u00eds acolheu, que vivem e onde t\u00eam la\u00e7os efetivos, tenham direito \u00e0\u00a0 nacionalidade origin\u00e1ria, o chamado crit\u00e9rio <em>jus sol<\/em>i.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u00c9 o caso das crian\u00e7as nascidas em solo portugu\u00eas, conforme indicado anteriormente: desde que um de seus progenitores preencha algum dos requisitos previstos na lei, estas passam a ser portuguesas origin\u00e1rias.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Vale frisar que a altera\u00e7\u00e3o da lei \u00e9 retroativa, o que quer dizer que crian\u00e7as nascidas em Portugal, podem ter o direito de ser reconhecidas como portuguesas, ainda que hoje estejam em idade adulta.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u00c9 preciso que os pa\u00edses acompanhem os fluxos migrat\u00f3rios, a globaliza\u00e7\u00e3o e a mobilidade internacional, adequando-se \u00e0 nova ordem mundial a fim de que possam ter uma expans\u00e3o de sua popula\u00e7\u00e3o, sob pena de fecharem-se e, com isso, terem popula\u00e7\u00f5es cada vez mais envelhecidas, com sistemas incapazes de cuidar dessas pessoas, ou pior, acompanharem, a olhos vistos, o lento fim de sua cadeia sucess\u00f3ria.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Nacionalidade Portuguesa: Requisitos, Processos e Dicas \u00dateis<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Nos termos da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa, t\u00eam a nacionalidade portuguesa todos cidad\u00e3os que como tal sejam considerados pela lei ou por conven\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A nacionalidade portuguesa poder\u00e1 ser origin\u00e1ria, que adv\u00e9m de la\u00e7os consangu\u00edneos, ou derivada, onde o cidad\u00e3o adquire a nacionalidade, sem ter ascendente portugu\u00eas, mas por efeito de sua vontade, como \u00e9 o caso dos residentes de forma regular em territ\u00f3rio portugu\u00eas por mais de 5 anos, os estrangeiros casados ou unidos de facto com nacional portugu\u00eas h\u00e1 mais de 3 anos ou das crian\u00e7as e jovens que venham a ser adotadas por nacional portugu\u00eas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>No que diz respeito \u00e0 nacionalidade origin\u00e1ria, a Lei n.\u00ba 37\/81, de 03 de Outubro, chamada de \u201cLei da Nacionalidade\u201d, disp\u00f5e que ser\u00e3o portugueses os nascidos em Portugal, os filhos de portugueses, independentemente de onde tenham nascido; os netos de portugu\u00eas, mesmo que o nacional j\u00e1 tenha falecido.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Importa salientar que apenas nascer em territ\u00f3rio portugu\u00eas n\u00e3o \u00e9 suficiente para que se tenha direito \u00e0 nacionalidade portuguesa origin\u00e1ria.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>No caso dos filhos de estrangeiros, por exemplo, caso os pais n\u00e3o tenham a resid\u00eancia regularizada, \u00e9 preciso que, \u00e0 data do nascimento da crian\u00e7a, estejam a residir em Portugal h\u00e1 mais de um ano. Por outro lado, aos filhos de estrangeiros que tenham resid\u00eancia regularizada \u00e9 concedido o direito \u00e0 atribui\u00e7\u00e3o da nacionalidade, independentemente do tempo de resid\u00eancia dos pais em territ\u00f3rio portugu\u00eas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Contudo, em qualquer das hip\u00f3teses, caso um dos progenitores esteja a viver em territ\u00f3rio portugu\u00eas a servi\u00e7o do seu pa\u00eds de origem \u00e0 data do nascimento, a crian\u00e7a n\u00e3o mais ser\u00e1 considerada portuguesa origin\u00e1ria.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A Lei da Nacionalidade Portuguesa valorizava muito o crit\u00e9rio <em>jus sanguinis<\/em>, considerando que o la\u00e7o sangu\u00edneo era o fator mais importante, ainda que os filhos e netos de portugueses n\u00e3o tenham nascido e\/ou vivido em Portugal.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Por base neste crit\u00e9rio, o filho de nacional portugu\u00eas poder\u00e1 requerer a atribui\u00e7\u00e3o da sua nacionalidade, atrav\u00e9s da declara\u00e7\u00e3o prestada pelos pais se tiver idade inferior a dezoito anos, ou requer\u00ea-la diretamente a partir da maioridade. Tamb\u00e9m com base neste crit\u00e9rio os netos de portugueses podem pedir a atribui\u00e7\u00e3o da sua nacionalidade, mesmo que o av\u00f4 ou av\u00f3 n\u00e3o estejam mais vivos, passando a ser cidad\u00e3os portugueses.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>No entanto, a nacionalidade portuguesa com base em la\u00e7os sangu\u00edneos n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico crit\u00e9rio previsto pela legisla\u00e7\u00e3o. O crescente fluxo migrat\u00f3rio para Portugal e a redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de forma constante, traz uma s\u00e9rie de reflexos, como n\u00e3o poderia deixar de ser. Assim, a legisla\u00e7\u00e3o adaptou-se aos novos tempos e passou a prever que os migrantes que o pa\u00eds acolheu, que vivem e onde t\u00eam la\u00e7os efetivos, tenham direito \u00e0\u00a0 nacionalidade origin\u00e1ria, o chamado crit\u00e9rio <em>jus sol<\/em>i.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u00c9 o caso das crian\u00e7as nascidas em solo portugu\u00eas, conforme indicado anteriormente: desde que um de seus progenitores preencha algum dos requisitos previstos na lei, estas passam a ser portuguesas origin\u00e1rias.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Vale frisar que a altera\u00e7\u00e3o da lei \u00e9 retroativa, o que quer dizer que crian\u00e7as nascidas em Portugal, podem ter o direito de ser reconhecidas como portuguesas, ainda que hoje estejam em idade adulta.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u00c9 preciso que os pa\u00edses acompanhem os fluxos migrat\u00f3rios, a globaliza\u00e7\u00e3o e a mobilidade internacional, adequando-se \u00e0 nova ordem mundial a fim de que possam ter uma expans\u00e3o de sua popula\u00e7\u00e3o, sob pena de fecharem-se e, com isso, terem popula\u00e7\u00f5es cada vez mais envelhecidas, com sistemas incapazes de cuidar dessas pessoas, ou pior, acompanharem, a olhos vistos, o lento fim de sua cadeia sucess\u00f3ria.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos termos da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa, t\u00eam a nacionalidade portuguesa todos cidad\u00e3os que como tal sejam considerados pela lei ou por conven\u00e7\u00e3o internacional. 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